Rosinha Garotinho deixa prisão: ex-governadora será monitorada por tornozeleira eletrônica

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Reprodução

Anthony Garotinho continua preso

A ex-governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, deixou a prisão no início da madrugada desta quinta-feira (30/11), por volta de 00h21. Rosinha estava presa na Cadeia Pública de Benfica, na Zona Norte. Ela saiu do complexo acompanhada por seu advogado, Carlos Azeredo, e encontrou com filha, a deputada Clarissa. Rosinha chegou à sua casa, no Flamengo, na Zona Sul, por volta de 0h40.

A ex-governadora vai ser monitorada por uma tornozeleira eletrônica e está proibida de deixar o Rio. Segundo a decisão dos desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), que concederam o habeas corpus na quarta-feira (29/11), Rosinha terá que ficar em casa à noite.

A mesma sessão que concedeu o benefício a Rosinha negou, por cinco votos a zero, o pedido de cancelamento da prisão preventiva de Anthony Garotinho, marido de Rosinha e também ex-governador do Rio de Janeiro, atualmente preso em Bangu. A defesa diz que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entenda a denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), o grupo econômico J&F fez uma doação ilegal de R$ 3 milhões, simulando um contrato com uma empresa indicada por Garotinho para financiar sua campanha ao governo do estado em 2014.

Segundo informações de um dos envolvidos no esquema, a organização criminosa liderada pelo ex-governador intimidava e extorquia empresários, exigindo quantias em dinheiro das empresas contratadas pelo município de Campos dos Goytacazes, com aval de sua esposa Rosinha, que à época era prefeita da cidade. Garotinho ameaçava os empresários de atrasar a liberação de pagamentos.

Para a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), os atos praticados pelo ex-governador são graves e exigem a prisão preventiva de Garotinho para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

“O denunciado, como líder da organização, apresenta risco de interferir na instrução criminal em curso, como coação de testemunhas”, argumenta o procurador regional eleitoral Sidney Madruga. No caso de Rosinha, a PRE entende que sua conduta foi consentir os crimes praticados por Garotinho.

A ex-governadora e o marido foram presos há uma semana acusados de crimes eleitorais, corrupção e organização criminosa. O casal nega as acusações.

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