|
Bitnews
Apóia:

|
Usabilidade x Utopia
Érika Lopes
Observe e comprove a existência do antagonismo bem e mal ao interagir
com um produto, como exemplo um Smartphone (fusão de telefone celular e
PDAs) tecnologicamente dotado de recursos avançados, cujo conjunto de
princípios científicos permite a integração de diferentes funções e
sistemas com possível interconectividade aos pc’s e redes wi-fi, além de
grande capacidade de memória e softwares variados para distinguir
funções específicas entre diferentes interfaces como o PDAs (PDAs ou
Handhelds - Personal Digital Assistants) propriamente dito, que busca
cada dia uma aproximação tanto na funcionalidade como em aplicabilidade
aos computadores de mesa, mas junto induzindo dor de cabeça num manual
que não permite você entender como é adicionar o seu próprio nome, fator
desgastante à paciência do usuário consumindo a paciência e levando
desilusão ao seu investimento, decide-se então recorrer ao suporte e à
sorte de economizar na ligação com o 0800 na esperança de conseguir
atenção junto aos atendentes.
Mas neste mundo existem aqueles que pensam nas nossas dificuldades e nos
oferecem a opção de investir e economizar em um dispositivo móvel não
apenas pelo seu design mais simples, arrojado, confortável e acessível,
mas também pelo seu objetivo e funcionalidade, em conseguir ter a mesma
disposição moderna e compatibilidade que seu concorrente por um preço
muito mais prestigioso. Logo, matamos a charada de entender o porquê a
“moda” hoje é ser prático e útil. Pergunta-se: será que podemos chamar
esse processo de usabilidade? Termo que supostamente vem crescendo de
forma exponencial com tendências a tornar-se absoluto e decisivo para
designers, desenvolvedores e investidores começarem a conscientizarem-se
da importância durante o planejamento e desenvolvimento inicial de
qualquer projeto; Fator que encontra-se em franca expansão
principalmente em regiões como sul/sudeste do Brasil. Ressaltamos que o
teste de usabilidade não é despesa, pelo contrário é investimento
preciso, necessário, funcional e sua realização é elaborada por
freqüentes seções durante todo o processo de desenvolvimento tornando-se
muito mais econômico que dispondo de um orçamento maior em um único
teste quando o projeto estiver semi-pronto, com os testes tradicionais.
Mas afinal, ficou claro o quê seria usabilidade? Dizem que se iniciou
com a ergonomia computacional estendendo-se posteriormente em diferentes
áreas envolvendo a fácil acessibilidade de uma aplicação, como
interfaces adaptadas aos usuários e não o contrário, somando-se aos
portadores de necessidades especiais, terceira idade e com problemas
cognitivos. Acredito ser um processo interativo e dinâmico, que lhe
fornece informações coerentes a sua respectiva funcionalidade. Permite
em fases avaliativas acessibilidade de um sistema e fácil manejo de um
produto levando em consideração a experiência e o bom-senso do
especialista responsável. A questão não se trata de uma receita de bolo,
mas de uma análise de usabilidade como um favor comum aos usuários do
projeto, Ao contrário de um julgamento avaliativo de determinada
navegabilidade percebe-se um retorno popular da reação do público-alvo,
levando em consideração todas as características obtidas principalmente
nas deficiências de utilização do produto ou elemento de composição. A
interpretação dos resultados tende a ser óbvio, sinal que os problemas
mais sérios são difíceis de “não” serem vistos, portanto basta um pouco
de paciência para reunir em um relatório suas deficiências e efetivar a
reunião final junto à equipe de desenvolvimento para realizar as
alterações necessárias.
Quanto aos sistemas Web podemos defini-lo em 3 propósitos: informativo
permitindo a propagação das informações na Internet, funcional
oferecendo serviços visando um bem comum e entretenimento interagindo
com os usuários para divertir, gerar conhecimentos e aprimorar conteúdo.
Alguns sites têm resolução mais complexa, como os portais que abrangem
diferentes níveis de sistemas integrados e dotados de objetivos para
atingir um público global. Todas as vertentes citadas e muitas outras
necessitam de técnicas de usabilidade para se manter e obter
funcionalidade, pois um projeto prático, eficiente e atrativo dispõe de
qualidade que o tornam capacitados a atender as necessidades do usuário
com legibilidade, organização, atualização, adaptação de interfaces às
necessidades físicas (computador) e abstratas (softwares) do usuário,
quando é robusto, confiável, bem documentado, manutenível, portável,
reutilizável, eficiente, correto, adequado a tecnologia e testável.
Podemos até citar os testes como um processo que gera temor em
desenvolvedores, e acaba-se perdido em um consenso utópico impedindo na
sua ausência o funcionamento do projeto que brevemente sofrerá o risco
de importantes modificações comprometendo todo seu funcionamento além do
orçamento da empresa, em função da equipe responsável evitar mais
trabalho e tempo na sua finalização. Diga-se de passagem o ilusório
trabalho dobrado.
As empresas que tem o conhecimento da importância desta operação, estão
contratando profissionais especializados e empresas de consultoria,
estabelecendo uma cultura de testes integrados a uma metodologia de
projeto centrado no usuário, basta agora não intercederem de forma
isolada quanto a este aspecto. Em virtude dos testes protótipos foram
reavaliados e testados antes mesmo de se tornarem público, com
resultados precisos seja com consultoria ou laboratórios especializados,
diferenciando o primeiro em conseguir discernir entre um problema
centrado em um único usuário e todos os demais, enquanto o segundo
oferece infra-estrutura ao observar, capturar e analisar dados decisivos
ao futuro do projeto em questão. A alta usabilidade significa tráfego
intenso de usuários nos sistemas digitais usáveis e mais vendas e,
consequentemente, permite a sobrevivência dos sites.

* Érika Lopes, tem 26 anos, é webdesigner e
aprecia um bom conteúdo.
http://ecls.wordpress.com
|
Leia
Anteriores
Terceirização da Vida - Alexandre
Gonçalves
Software aberto e software proprietário -
José de Miranda Dias
Criação
Publicitária na Web - Érika Lopes
A Inovação ainda está Hard - Mami Uemo
Combate
à pirataria:
é preciso educar - Márcio
Gonçalves
Inclusão digital como instrumento de
inclusão social - Dra. Marianne Kogut Eliasquevici
Programa de Residência em Software: uma
estratégia eficiente para formação acelerada de capital humano - Juliana
Lima
|