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Boletim Bitnews Belém/Pa - N. 45 17/05/2006 |
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Perfil
Nome: Antônio Jorge Gomes Abelém
Bitnews Apóia:
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Antônio Jorge Abelém O Boletim Bitnews, perguntou ao professor Abelém, como surgiu a idéia da Rede Metropolitana, qual o conceito que ela seguirá, e em que estágio se encontra. E quais os atores que participam do Projeto.
Jorge Abelém -
O projeto em si não é novo, outros grupos já tinham pensado em
montar uma rede metropolitana para Belém, mas a idéia nunca avançou. Na
época de meu doutorado já discutia com meu orientador, o Prof. Dr.
Michael Stanton, que também é Diretor de Inovação da RNP, a necessidade
de Belém ter uma rede metropolitana. Eu argumentava que já tínhamos
diversas grandes instituições de Ensino e Pesquisa na região para
produzir a demanda por uma rede deste tipo. Ele
Logo no primeiro ano em que eu tinha voltado no doutorado, aconteceu um problema com um equipamento do Museu Goeldi (eles possuem um enlace de rádio de 34Mbps para o ponto de presença da RNP no Pará/POP-PA, situado na UFPA) e eles ficaram sem acesso ao backbone da RNP (que fornece acesso a Internet) por alguns dias. Isso fez com que alguns pesquisadores do Museu reivindicassem uma alternativa ao enlace de rádio, algo como um esquema reserva. O diretor do museu na época, Dr. Peter Toledo, sensível ao problema, acabou entrando em contato com o Prof. Michael Stanton, através de alguns profissionais do museu que já o conheciam, para discutir essas alternativas. Michael então me envolveu na discussão e logo surgiu a proposta natural de se passar fibra ao logo da Av. Perimetral, interligando o campus do Museu ao PoP-Pa, na UFPa. Como existem outras instituições de ensino e pesquisa neste trecho, como UFRA e Embrapa, resolvemos consulta-las para verificar o interesse (inclusive financeiro) para participar do evento. Como o entusiasmo e o interesse das instituições consultadas foi total, resolvemos expandir o projeto e fizemos visitas técnicas a praticamente todas as principais instituições de Ensino e Pesquisa com sedes na grande Belém, inclusive algumas privadas.
Todas demonstraram grande interesse no
possível projeto. Todas tinham gastos elevados através de custeio com
telecomunicações e, ainda assim, possuíam conexões de baixa capacidade
com a internet e interligando seus campi espalhados pela cidade. A nossa
proposta era inovadora, no contexto nacional, no sentido que pretendia
implantar infra-estrutura própria para construir a rede e a partir disso
formar algo como um condomínio dos participantes para garantir a
operação e manutenção da rede (diversas iniciativas semelhantes ja
tinham surgido no exterior, inicialmente no Canadá). A proposta inicial
era que o custo de implantação da rede fosse assumido pelas instituições
participantes, através de divisão igualitária.
A rede MetroBel (como foi denominado o projeto) interligará inicialmente 12 instituições públicas e privadas de ensino e pesquisa de Belém e Ananindeua através de cabos de fibra utilizando tecnologia Gigabit Ethernet. Além de possibilitar maior integração entre as instituições de ensino e pesquisa sediadas participantes, a MetroBel proporcionará redução de custos com serviços de telecomunicações e permitirá o uso e desenvolvimento de aplicações avançadas que necessitam de infra-estrutura de rede de alta capacidade, como: videoconferência, ensino a distância, voz sobre IP, tele-medicina, entre outras.
A rede deverá estar pronta até o fim de
junho deste ano (2006) e será composta de um anel de 29 quilômetros em
Belém, com uma extensão de 10 quilômetros para Ananindeua. O custo de
implantação da Rede está orçado em R$1.400 milhão, sendo que a parte
referente às instituições públicas está sendo financiada pelo MCT, com a
gerência da RNP e FINEP.
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