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Boletim Bitnews

Belém/Pa - N. 100

06/06/2007

Bitnews - Boletim Digital de TI

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Microsiga Belém

 



   

 

 

 

 

    

   

Bitnews Apóia:

      CDI Pará

    

Letrae Comunicação

 

 

Emílio Munaro - ABES
 

Na segunda-feira, dia 4 último, a ABES - Associação Brasileira das Empresas de Software, em parceria com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, vinculado ao Ministério da Justiça, promoveu na capital paraense o Programa de Treinamento de Policiais, objetivando a capacitação de policiais e agentes públicos na identificação e combate de softwares piratas. Emílio Munaro, da ABES concedeu entrevista ao Bitnews sobre a iniciativa.
 

  
Emílio Munaro - ABES

Emílio Munaro, da ABES

 

 

Bitnews - No que consiste este treinamento da ABES ?
Emílio Munaro - Tivemos a iniciativa no ano passado de criar o Grupo de Trabalho Antipirataria das Abes, do qual sou o coordenador. Em 2003 atuei na CPI da Pirataria do Congresso Nacional e em julho de 2004 no relatório final, foi apontado a ligação do crime organizado com a pirataria de software. Em outubro de 2004 foi instituído o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitivos contra a Propriedade Intelectual, ligado ao Ministério da Justiça, e do qual sou conselheiro. O conselho é composto de 12 membros dos quais 6 da iniciativa privada e 6 do serviço público. A Abes possui 20 anos de existência, com cerca de 780 empresas associadas, das quais 80% nacionais. A iniciativa foi baseada no alto índice de pirataria que temos no país, entre pessoas físicas e jurídicas, sendo até um problema comportamental. A campanha visa objetivamente capacitar policiais e agentes públicos na identificação e combate de softwares falsificados através de palestras e treinamentos, com as quais já estivemos na maioria das capitais brasileiras neste um ano e meio de projeto.

 

 
Bitnews - Quais as implicações destas ações ?
Emílio Munaro - O objetivo é a redução da pirataria no país, e só com profissionais capacitados e ações educativas e campanhas de elucidação, poderemos conseguir os resultados esperados. Na apresentação de Belém conseguimos reunir cerca de 98 profissionais, das polícias civil, militar, federal, agentes da criminalística e guarda municipal. A maior dificuldade é o desconhecimento do agente, pois em crimes de música como CD e DVDs, é possível a apreensão sem representação. Também fornecemos um guia de bolso, para orientação jurídica nestes casos.
 
 
Bitnews - Quais os resultados obtidos até o momento com a ação ?

Emílio Munaro - Só no ano passado, O Pará perdeu só com a pirataria de software, mais de 46 milhões de reais em impostos. Um estudo do IDC de 2005 apontou um índice de 64% para a pirataria de software no Brasil. A meta que temos era de reduzir este percentual para 54% em quatro anos, com o qual esperamos gerar cerca de 193 milhões de reais em faturamento, quase 2 mil empregos diretos e indiretos e algo como 22 milhões de reais em impostos. Em um ano e meio do projeto, o índice nacional já caiu para 60%, a primeira queda nos últimos dez anos, um reflexo de nosso trabalho.
 
 
Bitnews - E a pirataria via Internet, por exemplo, como está sendo o combate ?
Emílio Munaro - A questão da pirataria por sites do tipo Kazaa ou peer to peer (ponto a ponto) é uma preocupação da ABES, onde temos um setor de monitoramento de Internet, na qual temos profissionais conectados no horário comercial, varrendo sites de anúncios piratas e que só no ano passado conseguiram tirar do ar mais de 22 mil anúncios de programas pirateados. Temos um acordo com o portal Mercado Livre, de onde conseguimos tirar qualquer anúncio de software pirata em cerca de 2 horas. No ano passado, baseados em denúncias a Polícia Federal executou a Operação E-commerce, na qual foram feitas 17 apreensões simultâneas em 13 estados. Também temos parcerias com vários jornais do sul/sudeste do país, que coíbem anúncios destes tipos de programas, como por exemplo com a Folha de São Paulo e o Estado, que não publicam mais estes anúncios ilegais. No Norte ainda não temos acordo com nenhum jornal.
 
 
Bitnews - A questão dos altos imposto incentiva a pirataria ?
Emílio Munaro - Também, mas a pirataria tem três vertentes, a educativa, a econômica e a repressiva. Já estamos trabalhando junto aos governos para a redução da carga tributária aplicado ao nosso segmento, que em alguns caso pode chegar até a 40% do valor do produto em impostos. Atuamos no projeto do PC Popular, com um excelente resultado, onde conseguimos uma redução para o usuário de até 9,8% nas taxas. Algumas filiadas também estão com programas, onde os valores de produtos estão mais acessíveis para estudantes. Na ação repressiva é necessário treinar o policial, que muitas vezes desconhece a legislação aplicada (lei do Direto Autoral) e do ecossistema por detrás da indústria da pirataria de software. Ele também recebe um treinamento para uma identificação mais eficiente do produto pirata e do padrão que todos os programas devem obedecer para serem originais.
 
 
Bitnews - Haverá investimento e/ou ações da ABES no Norte ?
Emílio Munaro - O Programa de Treinamento de Policiais, é financiado pela própria ABES, que através da contribuição mensal de seus associados, instituiu um Fundo de Combate a Pirataria. Em 45 dias deveremos iniciar uma campanha de esclarecimento e legalização, onde cerca de 2.000 empresas no Pará serão notificadas para procederem com a legalização de seus softwares utilizados irregularmente.
 
 
Bitnews - Quem desejar saber mais sobre a ABES as campanhas anti-pirataria ou legalização de software deve proceder como ?
Emílio Munaro - O usuário interessado pode visitar o site www.abes.org.br  ou entrar em contato com o toll free 0800 11039.
 

 

         

 

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