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Pai de garoto encontrado em cela de estuprador é preso no Piauí

Divulgação/Sinpoljuspi (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí)

Foi preso o pai do menino encontrado na cela de um estuprador

A Justiça do Piauí determinou nesta quinta-feira (05/10) a prisão preventiva do pai do menino encontrado debaixo da cama de um presidiário no último sábado, na unidade prisional Colônia Agrícola Major César Oliveira, no município de Altos, a 38km de Teresina, no Piauí. Ao se apresentar na delegacia em busca de informações, Gilmar Francisco Gomes foi preso.

A pedido da 14ª DP, de Altos, a juíza Andrea Parente Lobão autorizou a prisão de Gilmar Francisco Gomes, pai do garoto. O homem é amigo e ex-companheiro de cela, José de Ribamar Pereira Lima, de 52 anos, condenado por estupro de vulnerável. Gilmar cumpriu pena na unidade pelo estupro de uma menina de 12 anos, em 2012.

O exame de corpo de delito do Instituto de Medicina Legal (IML) desqualificou, porém, hipótese de conjunção carnal do menino na prisão.

Em depoimento à polícia, o adolescente confirmou que visitava o pai na cadeia e que conheceu Ribamar numa dessas ocasiões. De acordo com o relato, ele e o irmão mais novo, de 8 anos, eram levados ao local pela mãe. Já neste sábado, foram ao presídio com a mãe, outros dois irmãos e o próprio pai, que foi solto neste ano. Durante o dia, o responsável trabalhou no cultivo do presídio com José de Ribamar, enquanto a mãe preparava o almoço.

Ele contou que, nas visitas, “todos ficavam juntos”. No entanto, desta vez o pai teria feito um pedido a ele na hora de ir embora: dormir na cadeia com Ribamar “para não dar trabalho de levá-lo (ao presídio) no dia seguinte”. O jovem se negou, mas o pai insistiu, segundo o depoimento. Gilmar teria feito o mesmo pedido para o irmão mais novo, que preferiu ir embora.

Aos investigadores, no entanto,  o responsável destacou que o filho havia pedido para ficar, versão que também foi negada pela mãe, Sebastiana da Silva Rodrigues Gomes. Gilmar afirmou que não viu perigo em deixar o filho.

O menino disse que, à noite,  viu TV com Ribamar e, depois, com sono, deitou-se na cama de solteiro, junto ao detento. O adolescente nega que tenha sido tocado ou sofrido abuso sexual. Afirma também que o preso o acordou de madrugada para se esconder dos agentes, que realizavam vistoria na unidade.

Preso “por matar a mulher”

Gilmar disse em seu depoimento que não sabia que o “compadre”, como o chamou, estava preso por estrupo. Segundo ele, o detento dizia que foi condenado por matar a própria mulher. O menino e a mãe contaram a mesma história à Polícia Civil. Ela ainda disse que o menino permanecerá na prisão sem a sua autorização.

O menino e seus irmão estão em um abrigo, por determinação da justiça.

 

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