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Tragédia em Janaúba: ‘A conduta dela foi heroica’, diz delegado sobre professora que morreu em creche

Foto: Reprodução/Facebook

Helley Abreu Batista lutou com agressor para salvar os alunos

Uma das vítimas do incêndio criminoso em uma creche em Janaúba, no Norte de Minas Gerais, Helley Abreu Batista entrou em luta corporal com o autor do crime para tentar salvar seus alunos.

“A conduta dela foi heroica, ela mostrou que estava ali realmente pra proteger todas aquelas crianças”, disse o delegado Bruno Fernandes Barbosa sobre a educadora, de 43 anos.

Helley teve 90% do corpo queimado e morreu no hospital cerca onze horas depois da tragédia. Além da professora, cinco crianças morreram depois que Damião Soares dos Santos, de 50 anos, jogou álcool e ateou fogo em si mesmo e nos alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente. Santos morreu no hospital, poucas horas após o crime.

Entre os colegas de profissão, Helley é definida como uma guerreira, que sempre cuidou dos seus alunos com muita dedicação.

“Ela era muito cativante, alegre e conseguia envolver cada aluno com seu olhar peculiar. Ser professor é ser Helley Abreu”, disse Eliane Faria, pedagoga que trabalhou como supervisora em uma escola onde a Helley lecionou, em 2016.

A professora era casada e deixa três filhos, de 1, 11 e 13 anos.

“Ela era alegre, de bem com a vida. Cheia de fé e esperança. Era isso que tinha, muita esperança. Estou desolada como amiga e colega de profissão. Helley lutou até o fim”, conta Elisdete Souza da Silva, pedagoga.

Segundo a Prefeitura, Helley era contratada pelo município desde 2016 e começou a trabalhar no Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, onde ocorreu a tragédia, neste ano. O corpo dela está sendo velado em Janaúba e o enterro está previsto para às 16h desta sexta-feira (06/10) no Cemitério São Lucas.

Vítimas

Cinco crianças de 4 anos morreram no ataque à creche. O autor, que trabalhava como vigia da instituição, também morreu.

A perícia indica que ele fechou três salas da creche, onde havia entre 55 e 60 pessoas. Ele tirou um galão da mochila, jogou álcool nas crianças e ateou fogo. Logo as chamas se espalharam por outras salas. O homem teria ainda segurado as crianças, impedindo que elas saíssem.

Segundo o Instituto Médico Legal morreram no ataque:
Ana Clara Ferreira Silva, 4 anos
Luiz Davi Carlos Rodrigues, 4 anos
Juan Pablo Cruz dos Santos, 4 anos
Juan Miguel Soares Silva, 4 anos
Renan Nicolas Santos, 4 anos
Helley Abreu Batista, professora, 43 anos.

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