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5 anos após sofrer atentado, Malala começa faculdade

A jovem paquistanesa Malala Yousafzai foi baleada na cabeça por membros pelo Talibã por defender a educação feminina no país

Em 9 de outubro de 2012, membros do Talibã atacaram a tiros um ônibus que levava meninas para casa depois de mais um dia de aula, em Swat, uma região ultraconservadora no norte do Paquistão. O alvo era uma das estudantes, Malala Yousafzai, que então tinha 15 anos e defendia publicamente o direito à educação para as meninas.

Baleada na cabeça, Malala sobreviveu ao atentado. Ela foi retirada do país com sua família e levada ao Reino Unido. Os médicos retiraram a bala de seu cérebro e, depois de se recuperar, ela voltou à escola, terminou o colegial e, ontem (09/10), exatos cinco anos após quase perder a vida, começou a faculdade.

Notoriedade mundial

O atentado do Talibã contra Malala ganhou o noticiário mundial e diversos países se mobilizaram para auxiliar a jovem e sua família. Uma semana após Malala ser baleada, a família real dos Emirados Árabes enviou um avião-ambulância a Islamabad para levá-la ao exterior, a fim de que prosseguisse sua reabilitação. Ela acabou indo para o Reino Unido, onde vive com a família desde então. Nesse período, ela já discursou na ONU, onde disse que “eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”.

“Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas. A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar.”, afirmou Malala Yousafzai, em seu discurso na ONU

Malala também já foi convidada para conhecer a Rainha da Inglaterra e o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Prêmio Nobel

A paquistanesa foi a pessoa mais jovem da história a receber um Nobel. A jovem foi escolhida pelo comitê organizador em 2014, quando tinha 17 anos, e dividiu o prêmio com o indiano Kailash Satyarthi. De acordo com o comitê, ambos foram premiados “pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”.

Fundação, beste-seller e entrada em Oxford

Um ano depois de sobreviver ao ataque dos terroristas, Malala publicou um livro que mescla a sua trajetória pessoal e a ascensão do Talibã na região norte do Paquistão.
Coescrito pela jornalista britânica Christina Lamb, “I am Malala: The Girl Who Stood Up for Education and was Shot by the Taliban” detalha o terror que a menina sentiu quando dois homens subiram em um ônibus no dia 9 de outubro de 2012 e um deles disparou contra ela.

Malala hoje tem sua própria fundação, sendo ela uma das principais ativistas mundiais que defendem o direito de todas as meninas à educação, seu trabalho humanitário a levou a diversas partes do mundo onde esse direito é ameaçado.

Com notas altíssimas em provas nacionais que todos os estudantes britânicos realizam ao fim de seu quinto ano de ensino médio, conhecidas como GCSEs, um exame semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que é aplicado no Brasil, Malala garantiu uma vaga na renomada Universidade Oxford, para estudar filosofia, política e economia.

 

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