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Após assassinato, grupo que incita violência contra moradores de rua é investigado

A moradora de rua Fernanda Rodrigues dos Santos, de 40 anos, foi assassinada em Copacabana/ Divulgação Polícia Civil

Uma mulher foi morta em Copacabana com um tiro no peito

A investigação do assassinato de uma moradora de rua em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, levou a Polícia Civil a tomar conhecimento do que pode ser um grupo de extermínio. Os investigadores encontraram na internet uma página que incita a violência e até relata a ações contra moradores de rua.

Fernanda Rodrigues dos Santos, de 40 anos, foi morta com um tiro no peito em outubro, enquanto dormia debaixo de uma marquise na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. A pedinte era conhecida por carregar nos ombros sacolas e objetos que encontrava na rua. Ela dormia no mesmo local há quatro anos. Nove dias depois desse crime, outro morador foi assassinado no mesmo bairro.

Na página Alerta Copacabana, a “turma da massagem” é convocada para agredir um homem que estaria se passando por deficiente físico para pedir esmolas. Num outro post, escrevem: “Os moradores do Leblon estão acordando o que é que os de Copacabana estão esperando?”. Na internet, eles relatam ter aplicado “uma boa massagem” em um guardador de carro que estaria cobrando R$ 10 e ameaçando motoristas.  A delegacia do Leblon afirma que vai abrir duas investigações sobre o caso: uma sobre o crime de extorsão do guardador de carro e outra contra o dono da página da internet.

Lutador de MMA e estudante de medicina foram presos por assassinato de moradora de rua

Rodrigo Gomes Rodrigues e Cláudio José Silva/ Divulgação Polícia Civil

Policiais da Delegacia de Homicídios (DH) realizaram na noite de terça-feira (16/11) a prisão de Cláudio José Silva, de 37 anos, e Rodrigo Gomes Rodrigues, 24, suspeitos de matarem Fernanda a tiros. Cláudio é lutador de MMA e havia trabalhado na academia Naja de boxe tailandês e chegou a realizar lutas profissionais. Já Rodrigo cursava os últimos períodos da faculdade de medicina.

O delegado responsável pelo caso, Daniel Rosa, informou que os acusados disseram em depoimento que o assassinato aconteceu minutos depois de um bate-boca com outro morador de rua, que supostamente atirou uma lata de cerveja neles.

“Após a discussão, Rodrigo foi até a casa de Cláudio, onde pegou uma arma de fogo. Voltando ao local da discussão, encontrou a senhora já dormindo, coberta por lençóis e papelões”. O morador de rua com quem os dois haviam discutido já não estava no local.

A prisão aconteceu na residência de Cláudio, onde foi encontrada grande quantidade de entorpecentes: 142g de cocaína, 96g de crack,10g de maconha, balança de precisão e as roupas usadas no dia do assassinato.

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