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Jovem condenada por matar abusador recebe apoio de celebridades

Cyntoia Brown/ Reprodução

Na adolescência, Cyntoia Brown foi traficada e vendida como escrava sexual

Nascida em Nashville, EUA, filha de mãe alcoólatra, na adolescência, Cyntoia Brown fugiu de casa e conheceu um homem mais velho, de 24 anos, conhecido por ‘Cut-throat’; ele a drogava e forçava-a a se prostituir. Aos 16 anos, a jovem foi então vendida a Johnny Allen, de 43 anos, como escrava sexual. Para escapar dos abusos, a norte-americana pegou uma das armas de coleção de Allen e atirou contra ele.

O julgamento de 2004 não considerou o histórico de violências sofridas por Cyntoia e resultou na condenação a 69 anos de prisão, por assassinato, roubo e prostituição. Os promotores avaliaram que a causa do assassinato foi roubo, já que a acusada fugiu com uma carteira e uma arma da cena do crime.

Nesta semana, a sentença voltou ao debate público com apelos de internautas e celebridades pela libertação da jovem. A socialite Kim Kardashian, as cantoras Rihanna e Lauren Jauregui e a atriz Cara Delevigne estão entre as pessoas que pediram a liberdade da americana, hoje com 29 anos.

A hashtag #FreeCyntoiaBrown (Libertem Cyntoia Brown) viralizou a partir de segunda-feira e despertou uma série de críticas sobre o sistema de justiça americano. Kim Kardashian destacou que acionou os próprios advogados para consultar saídas legais para a libertação da jovem.

The justice system is so backwards!!! This is completely insane #freecyntoiabrown

Uma publicação compartilhada por Cara Delevingne (@caradelevingne) em

Um petição online que chama a atenção para a situação legal da americana e roga por “misericórdia” reuniu mais de 100 mil assinaturas. Ainda não está claro que efeito prático a mobilização por justiça pode ter na condenação de Cyntoia. Analistas defendem que ela tem direito de pedir revisão da pena após cerca de 15 anos cumpridos.

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