in , ,

Centro de Cidadania LGBT é alvo de ataque – vândalos furtaram objetos e ainda urinam e defecam no local

Torneiras foram deixadas abertas,  cabos de telefonia foram cortados e móveis destruídos

Um grupo de vândalos realizou um ataque ao Centro de Cidadania LGBT Luis Carlos Ruas no último fim de semana, informou a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) da Prefeitura de São Paulo nesta segunda-feira (04/12). Os responsáveis pelo ataque, que ainda não foram identificados, defecaram e urinaram no corredor da unidade, localizada no Arouche, no Centro da capital paulista.

Segundo a SMDHC, também foram furtados objetos e prontuários de pessoas atendidas pelo Centro de Cidadania. Vasos de plantas foram preenchidos com urina, móveis e computadores foram destruídos. Além disso, os vândalos deixaram as torneiras do lugar abertas e cortaram os cabos da rede de telefonia.

“A situação provocada pelos agressores deixa evidente a presença do ódio contra os LGBT e os trabalhadores que ali prestam serviço a essa população”, diz nota divulgada pela secretaria.

“Nenhum objeto levado causou mais dor, tristeza e consternação do que a agressão ao nosso trabalho e tudo que ele representa. Mais do que equipamentos públicos da administração municipal, os Centros de Cidadania representam um valor e uma postura diante do mundo, a fim de combater todas as violências diariamente enfrentadas pela população LGBT – desde a física até aquela silenciosa na qual todos os direitos são negados, até mesmo de ser chamado pelo nome social”, diz a nota divulgada pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania.

A pasta informou, ainda, que a polícia foi acionada. Um boletim de ocorrência foi registrado e será aberto um inquérito para investigar os responsáveis pelo ataque. O Centro de Cidadania LGBT Luiz Carlos Ruas foi inaugurado em 2015. São Paulo tem outros três CCLBGT – na Zona Leste, na Zona Norte e na Zona Sul.

Confira abaixo, na íntegra, a nota emitida pela Prefeitura de São Paulo sobre o ataque, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC):

58 defensores de direitos humanos foram mortos em 2017 no Brasil, segundo Anistia Internacional

Cantora americana é acusada de abuso sexual por ex-melhor amiga