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Mulher que confessou matar grávida para retirar bebê em contou à PM que pesquisou como fazer parto na internet

Gabrielle Barcelos tinha 18 anos e estava grávida de 8 meses (Foto: Reprodução/Facebook)

Vítima estava grávida de oito meses e foi dopada por suspeita em Uberlândia, Minas Gerais

Uma mulher de 37 anos foi presa após confessar que assassinou uma jovem grávida para roubar o bebê, ainda no ventre da mãe, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A mulher contou à Polícia Militar (PM) nesta terça-feira (05/12) que, antes de cometer o crime, pesquisou na internet métodos para fazer uma cesárea. O companheiro da mulher também foi preso suspeito de participação no caso.

O crime

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), após atrair a gestante de oito meses, Gabrielle Barcelos Silva, 18 anos, até a casa onde mora, prometendo doar roupas de bebê, a mulher dopou a jovem com tranquilizantes e usou um estilete para abrir a barriga da vítima e retirar a criança. A mãe da vítima é vizinha da casa onde o crime ocorreu.

O corpo de Gabrielle foi encontrado pelo filho da suspeita que, ao chegar à residência, viu um colchão enrolado no quintal, além de várias marcas de sangue pelos cômodos. O adolescente de 14 anos estava sozinho na casa e chamou a polícia. A PM explicou que, no mesmo momento em que foi acionada pelo adolescente, também recebeu informações do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) sobre uma mulher e um bebê que deram entrada no hospital.  A paciente havia contado no hospital que dera à luz sozinha, em casa. No entanto, os médicos desconfiaram da história, pois avaliaram que, dadas as condições físicas apresentadas pela mulher, seria impossível que ela tivesse passado por um parto no mesmo dia.

De acordo com o HC-UFU, o bebê, uma menina, permanece internado no hospital e está sobre a responsabilidade da família de Gabrielle. Os médicos não deram detalhes sobre o estado de saúde da criança.

A confissão

No hospital, após ser questionada pelos militares, a mulher confessou que não era mãe da criança. Ela relatou que o companheiro havia ameaçado terminar o relacionamento depois que ela sofreu um aborto de gêmeos há alguns meses. Pouco tempo depois, a suspeita disse que ainda estava grávida, mas de apenas um bebê, e começou a traçar um plano para conseguir uma criança.

A mulher disse que percebeu que Gabrielle estava grávida e começou a observá-la na rua. Chegou a pesquisar na internet como realizar uma cesárea e convidou a jovem para pegar na casa dela uma doação de roupas de bebê. Quando a jovem chegou à casa, foram servidos a ela uma xícara de café e um corpo de suco. A mulher contou que tanto no suco quanto no café estava misturado um medicamento com uma alta dosagem de tranquilizante. Dopada, a grávida começou a se sentir mal e foi levada para a cama de um dos quartos da casa.

A mulher então disse ter enforcado a vítima com as mãos e feito um corte na barriga da jovem com um estilete, para depois jogar o corpo em uma valeta do quintal, enrolado ao colchão. No depoimento, a mulher ainda afirma que o companheiro sabia de todo o plano e ajudou a esconder o corpo da vítima. O homem negou participação no crime.

 

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