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Fuzil em miniatura vira souvenir no Rio de Janeiro

Reprodução

Turistas podem levar miniaturas de fuzis de lembrança para casa

Em viagens, é comum que turistas comprem souvenires para guardar uma lembrança das cidades por onde passaram. Na feirinha de Copacabana, no Rio de Janeiro, um dos bairros mais procurados nos roteiros turísticos, chaveiros com miniaturas do Cristo Redentor ou do Maracanã são vendidas por R$ 5, e o cliente ainda pode gravar o nome no chaveiro no ato da compra. Contudo, atualmente, além dos pontos turísticos, é possível adquirir também miniaturas de fuzis e projéteis.

Segundo apurou o site G1, são vendidos por dia, em média, 15 chaveiros com a miniatura de fuzil, que começaram a ser comercializados este ano no local. Não por acaso. Em 2017, o Rio de Janeiro bateu o recorde de apreensões de fuzis:

“Os gringos preferem as réplicas de balas. Acho que isso é mais diferente pra eles, né?”, disse uma vendedora.

Para o especialista em segurança pública Paulo Storani, essa questão simbológica social é grave.

“É extremamente grave relacionar o Rio a um símbolo de violência, é reforçar a presença do fuzil na cidade, uma arma que é utilizada em guerras, por terroristas. Essa associação é muito pior do que analisar se a venda desses objetos é ou não algum tipo de apologia. A maior importância disso tudo é a representação social”, analisa Storani.

O especialista ainda avalia a motivação que leva turistas a comprarem o acessório.

“A mensagem que o turista leva pra casa é ‘Eu estive no Rio e voltei vivo, sobrevivi’. Isso que ele leva daqui. Não é bom para imagem do Rio nem do Brasil, mas a violência é uma realidade, infelizmente”.

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