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Condenado pelo assassinato da atriz Daniela Perez, Guilherme de Pádua vira pastor

Rede Globo/ Reprodução

25 anos depois do crime, Pádua foi ordenado pastor

A ordenação do ex-ator Guilherme de Pádua Thomaz, condenado a 19 anos e seis meses pelo assassinato da atriz Daniela Perez e liberto após cumprir pena, foi divulgada pela esposa dele, Juliana Lacerda. Em uma publicação no Facebook, a designer de moda escreveu:

“Ele esperou mais de 15 anos para que este dia chegasse, mas, como nós dizemos, tudo no tempo do Senhor”, publicou ela, casada com Pádua desde março deste ano.

Na semana passada, Guilherme postou em sua conta na rede social fotos da formatura no Seminário Carisma, da Igreja Batista da Lagoinha. De acordo com o site do curso, o objetivo do seminário é “contribuir para a formação de pastores e líderes de excelência”:

“Nos conduz a descobrir tantas coisas surpreendentes. Vou sentir saudades! Mas agora é colocar em prática”, disse o agora pastor.

Relembre o caso

Em dezembro de 1992, o Guilherme de Pádua e sua primeira mulher, Paula Nogueira Thomaz, mataram a golpes de tesouras Daniela Perez, casada com o também ator Raul Gazolla. Perez foi seguida e teve seu carro interceptado por Pádua, que a levou até uma mata, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Cinco anos depois, ele foi condenado a prisão pelo crime. Daniela e Guilherme atuavam juntos na novela “De corpo e alma, como o casal romântico Bira e Yasmin. A trama foi escrita por Glória Perez, mãe da vítima.
No tribunal, estabeleceu-se que o motivo do crime era vingança. Segundo testemunhas, Pádua assediava constantemente Daniela, querendo se beneficiar de uma possível amizade, por ela ser filha da autora da novela. Quando achou que seu personagem estava sendo reduzido, deduziu que a atriz havia contado tudo para a mãe e esta decidira cortá-lo da trama.
Pádua foi colocado em liberdade em 1999, depois de cumprir seis anos, nove meses e 20 dias da sentença, um terço da pena – considerando o período em que esteve na cadeia aguardando julgamento – em uma unidade prisional da cidade fluminense. Depois da liberação, Guilherme retornou a Belo Horizonte e se tornou membro da Igreja Batista da Lagoinha.

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