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Cão morre de calor durante viagem em bagageiro de ônibus

Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental

Polícia Militar Ambiental autuou em flagrante o motorista do veículo e o dono do animal

Um motorista de um ônibus de viagem e um passageiro são investigado pela Polícia Civil em Itanhaém, no litoral de São Paulo, por maus tratos depois que um cachorro foi encontrado morto dentro do compartimento de carga do veículo. Soldados da polícia ambiental autuaram os dois em flagrante em R$ 6 mil.

Segundo informações da Polícia Militar Ambiental, o passageiro autuado, que também era o proprietário do cão da raça Pitbull, é morador de Goiânia (GO). Ele seguiu para o litoral paulista no fim de semana para passar o Natal na casa de conhecidos. O animal o acompanhou e era transportado em uma caixa própria.

A polícia informou que a primeira parte da viagem, até a rodoviária de Santos, ocorreu normalmente, quando o cão viajou no compartimento de carga, onde havia ventilação. No entanto, o passageiro trocou de veículo, que, ainda segundo informações oficiais, não poderia transportar animais na área de bagagens. O novo ônibus seguiu para Itanhaém, distante aproximadamente 1h da cidade. Conforme ainda informações da Polícia Ambiental, a empresa não autoriza o transporte de animais, mesmo assim o proprietário insistiu e o motorista permitiu que ele fosse colocado na área inferior do veículo, que não possuía qualquer ventilação.

Ao chegar no destino, o cachorro já estava morto dentro da caixa de transporte. Conforme apuração preliminar dos soldados da Polícia Militar Ambiental, o calor no compartimento e a falta de oxigenação podem ter sido a causa da morte.

A Polícia Científica foi acionada e o caso foi encaminhado ao 1º Distrito Policial da cidade, onde foi elaborado um boletim de ocorrência para averiguação de maus tratos envolvendo os participantes da ocorrência. O corpo do animal foi levado para necropsia para que fosse determinada a real causa da morte.

A Polícia Ambiental autuou o motorista e o proprietário do animal em R$ 6 mil cada, por maus tratos. Ambos foram liberados após prestar esclarecimentos e podem recorrer da sanção. A caixa de transporte e outros bens foram apreendidos para averiguação.

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