Ministro afirma que governadores que quiserem recursos terão que apoiar reforma da previdência

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Segundo ele, Planalto espera “reciprocidade” dos governadores

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou nesta terça-feira (26/12) que governadores interessados em receber recursos federais e obter financiamentos junto a bancos públicos terão de ajudar o Palácio do Planalto a aprovar a reforma da Previdência Social.

Marun deu a declaração após ser questionado sobre nota publicada no jornal “O Estado de S. Paulo”, segundo a qual o governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), afirmou que o governo federal pretende liberar empréstimos junto à Caixa depois da votação da reforma.

O objetivo do presidente Michel Temer era aprovar as mudanças na Previdência ainda neste ano, mas, como não houve consenso entre os partidos da base aliada, a análise da proposta ficou para fevereiro do ano que vem.

“O governo espera que aqueles governadores que têm recursos a serem liberados, financiamentos a serem liberados, o governo espera desses governadores, como de resto de todos os agentes públicos, uma reciprocidade no que tange a questão da Previdência.”, afirmou o ministro.

Responsável pela articulação política do Planalto, Marun defendeu o uso dos financiamentos concedidos pela Caixa Econômica, pelo Banco do Brasil e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como forma de o governo conseguir votos a favor da reforma. Na avaliação de Marun, os financiamentos dos três bancos públicos são “ações de governo” e, por isso, podem ser incluídos na discussão sobre a proposta.

Medida “não tem cabimento”

Nas redes sociais, muita gente discordou e chamou esta atitude de “chantagem”. O Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) esteve no Palácio do Planalto nesta terça e foi questionado sobre a declaração de Marun. O parlamentar, então, avaliou que a medida não tem “nenhum cabimento” e o condicionamento, na opinião dele, é um posicionamento só de Marun.

“Lógico que nós não vamos, e o governo não vai fazer um condicionamento, ‘olha só vou liberar esse dinheiro se você conseguir tantos votos’. Isso não tem absolutamente nenhum cabimento”. Segundo o deputado, a base aliada tem conversado com governadores e com prefeitos para que eles possam ajudar o Planalto na tentativa de convencer deputados a votar a favor da reforma.

 

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