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Suspeitos de morte de crianças em ritual têm prisão preventiva decretada

Foto: Flickr

Quatro já estão presos, entre eles o líder de um templo

Sete suspeitos de participação em um ritual que terminou com a morte de duas crianças em Novo Hamburgo, conforme aponta a Polícia Civil, estão com prisão preventiva decretada. Quatro já estão presos, incluindo o líder de um templo, e outros três são considerados foragidos. A investigação começou após duas crianças terem sido encontradas mortas em um bairro da cidade do Vale do Sinos, em setembro do ano passado. Um dos foragidos é argentino. De acordo com o delegado Moacir Fermino, ele tem amigos no Rio Grande do Sul e teria raptado as crianças, que seriam irmãs, no país vizinho.

“Bancos de dados argentinos estão sendo checados para ver se os DNAs das crianças são encontrados”, completa o delegado. “Devem ter outras [vítimas]. Estamos investigando. Isso rende muito dinheiro para eles”. O delegado já havia informado que o ritual custou R$ 25 mil, e teria sido encomendado por sócios que queriam “prosperidade no desenvolvimento em negócios imobiliários e na compra e venda de carros.”

Quem são os presos

Silvio Fernandes Rodrigues, realizador do ritual;
Jair da Silva, sócio que encomendou o ritual;
Andrei Jorge da Silva, um dos filhos de Jair;
Márcio Miranda Brustolin, o sétimo integrante do ritual. Conforme o delegado, seriam necessárias sete pessoas.

Os foragidos

Jorge Adrian Alves, argentino que fez a troca de um caminhão roubado pelas crianças na Argentina;
Anderson da Silva, outro filho do sócio que encomendou o ritual;
Paulo Ademir Norbert da Silva, outro sócio do ramo imobiliário.

De acordo com o delegado, os empresários e o homem supostamente responsável pelo ritual dizem não se conhecer:  “mas temos provas contundentes tanto no papel quanto de testemunhas, de que se conheciam, e também do ritual, com todos ajoelhados. O bruxo falava uma língua estranha, nós acreditamos que seja aramaico”, diz o delegado.

Fermino cogita a inclusão de uma das testemunhas do caso na lista de pessoas protegidas, em razão de ameaças que passou a sofrer. “Está correndo risco de vida”, afirma.

O ritual

No dia 04/12/2017 foram encontrados dois corpos esquartejados. Conforme a investigação, o ritual para conseguir a prosperidade no ramo imobiliário, encomendado pelos sócios, envolve sacrifício. “Tudo leva a crer que no templo foi comida carne e tomado sangue”, conta Fermino. Quando a polícia fez a operação, incluindo a ida ao templo, que fica em uma cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre, foi encontrada uma capa e uma máscara que eram usados nos rituais. O material estava dentro de um cofre.

Nos corpos das crianças há, ainda conforme o delegado, comprovação de altas doses de álcool e marcas de perfuração de faca. Outros membros foram localizados pela polícia no dia 18. Os crânios das crianças ainda não foram encontrados.

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