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Pezão culpa rodovias federais e usuários de drogas pela dificuldade de combater a violência no Rio de Janeiro

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em outro momento, o governador descartou a pagamento dos salários de janeiro antes do Carnaval

Durante um encontro com moradores da Rocinha na manhã desta segunda-feira (29/01), no Palácio Guanabara, o governador Luiz Fernando Pezão ouviu relatos e recebeu pedidos de trégua do confronto armado entre policiais e traficantes da região.

Os tiroteios na comunidade, que veem ocorrendo desde setembro, já deixaram 34 mortos. Pezão sugeriu uma grande campanha pelo desarmamento e atribuiu a situação caótica de violência no Rio à entrada de armas pelos rodovias federais e ao poder financeiro dos traficantes.

“Infelizmente, o Rio é uma peneira porque é cercado de rodovias federais. Eu não posso patrulhar as rodovias e a Baía de Guanabara, e isso foi se dando aqui dentro do Rio um verdadeiro arsenal que não é normal ter numa comunidade 200 fuzis, na outra 300 fuzis, não dá, não dá. Então, esse é um problemaço para o estado. Nós temos que fazer uma grande campanha, um grande trabalho pelo desarmamento e isso só pode ser através das lideranças de dentro das comunidades, com as ONGs, igrejas “, afirmou.

Usuários também tem culpa, diz governador

Em seguida, o governador disse não ter a utopia de achar que vai acabar com o tráfico de drogas:

“Uma série de pessoas fica questionando [a política de segurança] no asfalto, mas alimenta o tráfico de drogas. Isso é uma grande vergonha. Se tem guerra pelo comando é porque tem consumidor e dá dinheiro. São territórios [as comunidades] dominados por fuzis. Eu quero que vocês me ajudem também, me deem o caminho. Eu não quero botar polícia lá trocando tiro o tempo inteiro. Eu só quero policial morto? No Rio ano passado foram 134, isso não é normal. Se mata polícia aqui como se mata a galinha. Isso não é normal”, completou.

Luiz Fernando Pezão deixou a reunião afirmando que vai conversar com a cúpula da segurança pública para evitar confrontos que poem em risco os moradores e fazer abordagens com mais inteligência. Disse que esta semana participará de um encontro na Firjan para discutir novas formas de policiamento. O governador também se comprometeu a participar de nova reunião com líderes comunitários em 15 dias.

Em nota, o Governo do Estado afirmou que após ouvir todas as reivindicações, Pezão afirmou que está em contato permanente com a área de Segurança do estado e que a prioridade é retirar as armas das mãos dos criminosos, principalmente os fuzis. O governador destacou que, para alcançar essa meta, o cerco à entrada de armamentos nas rodovias e o trabalho de inteligência, com o uso da tecnologia, têm sido importantes. Ele reconheceu que o projeto das UPPs teve que ser modificado devido à queda da arrecadação do estado, mas frisou que a criação do fundo de segurança garantirá mais recursos para a área.

Salários atrasados

Em contato com o Jornal EXTRA, Pezão garantiu que o Estado não tem condições de pagar os salários de janeiro dos servidores do Estado antes do carnaval, que começa em 10 de fevereiro:

“O mês é curto. Não sei ainda [quando pagar], mas nossa arrecadação forte é no dia 10, que cai num sábado. Vai ser apertadíssimo. Teremos poucos dias úteis”, alegou Pezão.

 

Para seguir o que está estabelecido em decreto, o governo estadual tem que depositar os vencimentos de janeiro para todos os mais de 460 mil funcionários até o dia 16/02, logo após o carnaval.

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