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Universitário é acusado de racismo após mensagem no Whatsapp: “achei esse escravo”

Vítima, que também é aluno da faculdade, registrou boletim de ocorrência por injúria

Reprodução

Faculdade suspendeu aluno por 3 meses

Um aluno da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), no Centro de São Paulo, tirou uma foto de outro estudante da mesma instituição e compartilhou em um grupo de whatsapp com a frase: “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”. A vítima registrou boletim de ocorrência por injúria racial e o autor da foto foi suspenso da faculdade por 3 meses.

Em um grupo da FGV no Facebook, a estudante conta que foi chamado pela Coordenação de Administração Pública na terça-feira (06/03) e informado que um aluno do 4º semestre do curso de Administração de Empresas compartilhou a foto com a frase.

“Tão perto de mim…porque não foi falar na minha cara? Mas você optou pela atitude covarde de tirar uma foto minha e jogar no grupo dos amiguinhos. Se seu intuito foi fazer uma piada, definitivamente você não tem esse dom. Acha que aqui não é lugar de preto? Saiba que muito antes de você pensar em prestar FGV eu já caminhava por esses corredores. Se você me conhecesse, não teria se atrevido. O que você fez além de imoral é crime! As providências legais já foram tomadas e você pagará pelos seus atos”, diz post da vítima, publicado em grupo da faculdade no Facebook.

O boletim por injúria racial foi registrado no 4º Distrito Policial da Consolação, na região central da cidade, nesta quinta-feira (08/03).

Em nota, a FGV afirma que ante “possível conotação racista da ofensa” “aplicou severa punição ao ofensor, que foi suspenso por três meses”. O Diretório Acadêmico Getúlio Vargas afirmou que uma carta de denúncia será apresentada à Congregação, órgão colegiado capaz de deliberar a respeito da expulsão do aluno.

 

Caso de misoginia

Em março do ano passado, alunos da FGV denunciaram professores de economia e administração por declarações racistas e machistas durante as aulas. Segundo o Diretório Acadêmico, uma comissão de ética da coordenadoria da faculdade foi aberta para apurar as denúncias e definir punição para os docentes.

Em um grupo do Facebook exclusivo para alunos da FGV, uma aluna relatou que um professor declarou que “mulher só faz o trabalho quando enche ela de porrada. Não tem que tratar mulher com beijo e mimimi! Tem que tratar com tapa, tem que mostrar que quem manda é o homem”. A aluna afirma que as palavras foram “proferidas a risos por um professor da EAESP [Escola de Administração de Empresas]”.

Fonte: G1

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