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Você sabe o que é autismo?

Descubra sintomas e tipos de autismo

Foto: Aaron Burden/ Unsplash

Descubra quais os sintomas e os tipos de autismo

Hoje, 2 de abril, é Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo tenham autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil.

O autismo se caracteriza por diferentes graus de distúrbio de desenvolvimento, que se manifesta sobretudo na comunicação e na interação social. As causas ainda não são plenamente esclarecidas pela ciência e a intensidade dos sintomas varia bastante, o que muitas vezes faz com que a síndrome demore a ser identificada.

O que é Autismo

O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), causa problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social.

Esse transtorno não possui cura e suas causas ainda são incertas, porém ele pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, o paciente possa se adequar ao convívio social e às atividades acadêmicas o melhor possível.

Tipos e Níveis de Gravidade do Autismo

Atualmente, são classificados 3 tipos de Autismo: Síndrome de Asperger; Transtorno Invasivo do Desenvolvimento; Transtorno Autista. Entenda melhor o que é cada tipo logo abaixo.

Síndrome de Asperger

A Síndrome de Asperger é a forma mais leve do espectro autista. As crianças que a possuem normalmente se tornam extremamente obsessivos por um único objeto e também se interessam demais pelo seu assunto preferido, podendo discuti-lo por horas a fio, sem parar. Quem  desenvolve essa síndrome normalmente possui inteligência acima da média. Em contrapartida, quando esses pacientes atingem a fase adulta, o risco de depressão e/ou ansiedade se desenvolverem é muito alta.

Transtorno Invasivo do Desenvolvimento

Crianças que possuam um tipo de autismo um pouco mais grave do que a Síndrome de Asperger e um pouco mais leve do que o Transtorno Autista são diagnosticadas com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. Os mais comuns são:

  • Interação social prejudicada;
  • Competência linguística razoavelmente superior ao Transtorno Autista, mas inferior a
  • Síndrome de Asperger;
  • Menor apresentação de comportamentos repetitivos.

Transtorno Autista

Pacientes que apresentam sintomas mais rígidos do que os citados anteriormente possuem o transtorno autista. O funcionamento da capacidade social, cognitiva e linguística é bastante afetado, além de possuírem comportamentos repetitivos.

Graus do autismo

Além desses tipos apresentados, o Transtorno do Espectro Autista também é dividido em graus e você pode verificar quais são cada um deles no seguinte quadro:

Nível de Gravidade

Comunicação Social

Comportamentos Repetitivos e Restritos

Nível 1 (Leve) Crianças desse nível costumam ter dificuldade para iniciarem uma interação social com outras pessoas. Além disso, também podem apresentar pouco interesse por essas interações sociais. A inflexibilidade do comportamento interfere diretamente no funcionamento de um ou mais contexto. As crianças também tem dificuldade significativa em trocar de atividade e problemas de organização e planejamento são obstáculos à sua independência.
Nível 2 (Médio) Nesse nível, as crianças apresentam um grave déficit nas suas habilidades sociais, sejam elas verbais ou não. Além disso, também possuem prejuízos sociais mesmo quando recebem apoio e limitações para iniciar algum tipo de interação. Caracterizado pela inflexibilidade do comportamento, a criança também tem dificuldade em lidar com mudanças, além de apresentarem comportamentos restritos/repetitivos frequentemente.
Nível 3 (Grave) Crianças com Autismo de nível 3 tem déficits graves na comunicação verbal e não verbal. Também tem dificuldade em iniciar uma interação social ou se abrir a alguma que parta de outras pessoas. Quanto aos comportamentos, as crianças em nível 3 possuem os mesmos apresentados pelas cria

Causas

Até hoje, as causas do Autismo são inconclusivas apesar de, desde os meados dos anos 1940, a medicina tenta desvendá-las. Devido a algumas pesquisas e estudos voltados ao assunto – que se fazem presente desde os anos 1970/1980 –, acredita-se que o transtorno possui ligações com alterações genéticas.

Há alguma relação entre vacinas e o autismo?

Não, não há relação alguma entre o transtorno com o fato de tomar algum tipo de vacina. A ideia dessa relação surgiu em 1998 quando um estudo sugeriu que a vacina que combate o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola (a MMR) poderia provocar autismo. Desde então, inúmeras pesquisas foram realizadas e cada uma delas constatou que não há relação entre uma coisa e outra.

Fatores de risco

Por mais que as causas do Autismo não sejam conhecidas, os cientistas sugerem que alguns fatores desempenham papéis importantes no desenvolvimento do transtorno. Eles são:

  • Gênero: Crianças do sexo masculino são mais propensos a terem Autismo. Estima-se que para cada 8 meninos autistas, 1 menina também é.
  • Genética: Cerca de 20% das crianças que possuem Autismo também possuem outras condições genéticas, como Síndrome de Down, Síndrome do X frágil, esclerose tuberosa, entre outras.
  • Pais mais velhos: A ciência diz que, quanto mais velho alguém tiver um filho, mais riscos as crianças tem de desenvolver algum tipo de problema. E com o Autismo não é diferente.
  • Parentes autistas: Caso a família já possua histórico de Autismo, as chances de alguém também possuir são maiores.

No entanto, vale ressaltar: os fatores citados acima são fatores de risco, não determinantes para o desenvolvimento da síndrome, portanto, é importante ficar atento ao comportamento dos filhos, para perceber os sintomas e procurar ajuda profissional.

Diagnóstico

Não há nenhum exame específico para que o diagnóstico seja realizado. Como o Autismo é um transtorno que afeta a linguagem e a interação social, a criança que o possui precisa ser analisada por um grupo de pessoas e profissionais que convivem com ela – incluindo pediatras, psicólogos, professores e os pais.

Os critérios para que um caso de Autismo seja identificado são:

Inabilidade persistente na comunicação e interação social que se manifesta através de 3 características:

  • Déficit na reciprocidade sócio-emocional;
  • Déficit no comportamento não-verbal para a interação social;
  • Déficit no processo de desenvolver e manter um relacionamento.

Padrões restritos e repetitivos no comportamento e que são manifestados por, pelo menos, 2 destes itens:

  • Fala, movimentos ou uso de objetos de maneira repetitiva;
  • Adesão excessiva a rotinas, rituais verbais ou não-verbais ou excessiva relutância à mudanças;
  • Interesses fixos e altamente restritos que acabam sendo anormais para quem vê de fora;
  • Hiper ou hipo-reatividade à percepção sensorial de estímulos ou interesse excessivo para estímulos senso-perceptivos.

Além da observação desses critérios, um exame físico e outro psicológico também podem ser requeridos.

É importante lembrar que os sintomas do transtorno se apresentam de forma heterogênea, ou seja, os podem variar bastante. Essas variações e o momento do diagnóstico influenciam – e muito – na definição da resposta aos tratamentos e se a evolução dos mesmos está sendo favorável ou não.

Diagnóstico em crianças mais velhas e adolescentes

Quando o autismo é notado após o início da escola, muitas vezes é reconhecido pela equipe de educação da mesma. Dentre os problemas de comunicação que se apresentam nas crianças, podem ser encontrados a interpretação do tom de voz e a dificuldade em entender expressões faciais, figuras de linguagem, humor ou sarcasmo. Além disso, os pais podem achar também que seu filho tem dificuldade em fazer amizade com os colegas.

Diagnóstico em adultos

Em alguns casos, os adultos percebem sinais e sintomas de Autismo neles próprios. Quando isso acontece, normalmente procuram ajuda de um psicólogo ou psiquiatra e esse, por sua vez, irá fazer algumas perguntas referentes às suas preocupações com interação social e desafios de comunicação. Essas informações e o histórico de desenvolvimento da pessoa ajudam na hora do diagnóstico preciso.

Tratamento

Mesmo com todas as pesquisas referentes ao Autismo em andamento, ainda não há um medicamento específico para o seu tratamento, bem como uma cura. Porém, há diversas maneiras para se tratar as funções cognitivas e funcionais da criança desde o momento em que foi diagnosticada. Para isso, uma equipe multidisciplinar é importante, pois cada especialista irá trabalhar em um certo tipo de desenvolvimento. Psicólogos, psiquiatras, pedagogos, fonoaudiólogos são alguns dos profissionais que costumam trabalhar com pacientes autistas. Não há uma regra específica de tratamento, pois cada paciente possui as suas particularidades.

 

Fonte: Minuto saudável

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